
V Simpósio de Restauração Ecológica do Estado do Rio de Janeiro

Saídas de Campo
Os campos serão organizados pro grupos de whatsapp, diretamente com os responsáveis
* O valor dos campos será variável, e discutido também nos grupos
Monumento Natural (MoNa) do Pão de Açúcar
Data: 15/7/2025
Horário: 9:00h - 15:30h
Mediadores: Sávio Teixeira (Instituto Ecoflora)
O monumento natural do Pão de Açúcar é com certeza um dos principais cartões postais mais conhecidos mundialmente da Zona Sul do Rio de Janeiro. Apesar da beleza do monólito que compõe a rica diversidade geomorfológica do relevo carioca, abrigavam inúmeras espécies vegetais e animais, mas que devido o processo de degradação devido ao corte seletivo de madeira, abertura de trilhas, introdução de espécies exóticas e incêndios de origem antrópica, suas matas exuberantes e vegetação rupestre típica dos paredões rochosos fora severamente afetada.
Porém, através dos esforços de Sávio Teixeira, foram criados mutirões de reflorestamento das áreas degradadas e manejo de plantas epífitas, sobretudo de espécies da família Bromeliaceae, visando reunir o poder público e privado em atividades de ecoturismo e projetos de educação e cunho social visando valorizar esse ambiente carioca icônico.
Objetivo: Visitação guiada por Sávio Teixeira, diretor-presidente do Instituto Ecoflora de Atividades Ambientais/Projeto Pão de Açúcar Verde, que promove a recuperação da vegetação do inselberg do Pão de Açúcar, um dos cartões postais mais reconhecidos mundialmente da Zona Sul do Rio de Janeiro. Serão apresentados o histórico de degradação e ocupação da área, além do início da recuperação da vegetação e os problemas ainda enfrentados pela ação humana atualmente. Ao final do encontro, será realizado um plantio de cerca de 20 mudas de espécies nativas em uma das áreas destinadas à recuperação.
Programação:
9:00 - Recepção na Praia Vermelha
9:30 - Subida pela Pista Claúdio Coutinho
10:00 - Visita guiada pelas matas do Pão de Açúcar e apresentação dos projetos de recuperação na área
13:00 - Pausa para o almoço (não ofertado)
15:00 - Plantio de mudas de espécies nativas no Pão de Açúcar
16:00 - Retorno
Endereço do encontro: Praça General Tibúrcio, 145. Praia Vermelha, Rio de Janeiro - RJ
*Vagas limitadas: 15 pessoas
Floresta da Tijuca
Data: 15/7/2025
Horário: 9:00h - 14:00h
Mediador: Gabriel Paes Sales (Doutor em geografia pela PUC-Rio e professor do departamento de Biológicas da PUC-Rio)
A Floresta da Tijuca (PNT) é muito mais que um local para trilhas com a família aos finais de semana. A floresta é reconhecida mundialmente como um dos primeiros projetos de restauração em larga escala, no século XIX . O movimento liderado pelo Major Archer contou com o plantio de mudas e conservação de árvores foi essencial para a recuperação das nascentes que realizavam o suprimento hídrico da cidade. Atualmente, a Floresta da Tijuca é uma das maiores florestas urbanas do mundo. Venha conhecer sua história com o Dr. Gabriel Sales.
Dr. Gabriel Sales estudou profundamente o histórico da Floresta da Tijuca durante seu doutorado. Idas a campo, revisão em documentos históricos, revisões bibliográficas, estudos dendrocronológicos e mais permitiram um novo olhar da Floresta, que vai além do saber popular. Gabriel conhece o PNT como poucos, e irá transmitir para vocês a história e a ecologia por trás da floresta urbana mais famosa do Rio de Janeiro.
Objetivo: Visitação guiada no setor Floresta da Tijuca em uma das maiores florestas urbanas do mundo e a primeira área onde ocorreram plantios para a recuperação de florestas tropicais. A visita guiada irá apresentar visões do histórico da derrubada das matas, ocupação de fazendas de café e plantios de árvores nativas e exóticas durante o século XIX na Floresta da Tijuca. O Dr. Gabriel Paes Sales irá mostrar um pouco do seu doutorado, com Idas a campo, revisão em documentos históricos, revisões bibliográficas, estudos dendrocronológicos e que permitiram um novo olhar da Floresta, que vai além do saber popular.
Programação:
9:00 - Encontro na praça Alfonso Viseu
9:30 - Entrada no Setor Floresta da Tijuca
10:00 - Visitação na Lagoa das Fadas, Cachoeira das Almas e Vista do Almirante
13:00 - pausa para o almoço (não ofertado)
14:00 - Retorno
Endereço do encontro: Praça Afonso Viseu - Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro - RJ
*Vagas limitadas: 20 pessoas
Áreas de Recuperação da Lagoa Rodrigo de Freitas
Data: 15/7/2025
Horário: 9:00h-14:00h
Mediador: Mário Moscatelli (Biólogo)
Historicamente, a Lagoa Rodrigo de Freitas foi severamente afetada pelos processos de destruição da comunidade de manguezal às suas margens, pelo aterramento e pelo descarte indevido de resíduos sólidos e dejetos humanos, com casos severos de mortandade de peixes e um ambiente totalmente degradado. Há 30 anos essa era o principal cenário de um desastre ambiental dessa importante lagoa da Zona Sul do Rio de Janeiro. Porém, o que parecia estar perdido, hoje é um ambiente que pulsa vida vegetal e animal.
Graças aos esforços do biólogo Mario Moschatelli e juntamente com parcerias do poder público e privado, com plantio de espécies típicas de mangues e áreas associadas a inundações, alinhado com o interrompimento do lançamento de esgoto, o local concentra um dos principais exemplos de restauração ecológica em um sistema lagunar do município do Rio de Janeiro
Objetivo: Visitação guiada pelo biólogo Mario Moschatelli através das áreas de renaturalização da Lagoa Rodrigo de Freitas, apresentando o histórico de degradação e poluição da lagoa, início dos projetos de plantio de espécies típicas de ecossistemas lagunares e retorno da fauna nativa na área, além dos desafios e perspectivas para a conservação do local.
Programação:
9:00 - Recepção na Lagoa
9:30 - Visitação guiadas às áreas de plantio na Lagoa Rodrigo de Freitas
13;00 - Pausa para o almoço (não ofertado)
14:00 - Retorno
Endereço do encontro: Av. Borges de Medeiros, 1424, Lagoa, Rio de Janeiro - RJ
Área de Proteção Ambiental (APA)
das Tabebuias
Data: 15/7/2025
Horário: 9:00h-14:00h
Mediador: Marcella Cruz (Educadora Ambiental
Criada pela prefeitura do Rio de Janeiro nos anos 90, a APA das Tabebuias está localizada em uma das áreas mais urbanizadas da zona oeste – entre os bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, abrigando o último remanescente de um dos ecossistemas mais únicos do município, a Floresta Paludosa, que apresenta características de uma vegetação única devido às influências climáticas, edáficas e hídricas, sobretudo nas épocas de cheias, além da presença do ecossistema costeiro de restinga, que recebeu atividades de restauração ecológica de suas áreas.
Essa Área Proteção Ambiental é um dos principais exemplos do interesse público pela defesa das áreas verdes urbana em detrimento da destruição de seus ecossistemas. Atualmente, depois de muitos anos, finalmente a visita pública é permitida através do Centro de Educação Ambiental da APA das Tabebuias.
Objetivo: Visitação guiada de um dos últimos fragmentos de Floresta Paludosa e restinga na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um ecossistema bastante singular e ameaçado, sobretudo pela ação da expansão imobiliária em seu entorno, que afetou severamente a populações da Caixeta (Tabebuia cassinoides), uma espécie da família Bignoniaceae ameaçada (EN) e que era bastante comum nas áreas de alagamento sazonal de floresta Paludosa. A APA também promove projetos de restauração das restingas do local e monitoramento da presença da fauna nativa. Durante a saída de campo, Marcella Cruz irá mostrar um pouco mais sobre esse ecossistema único e ameaçado da cidade do Rio de Janeiro.
Programação:
9:00 – Recepção na sede da APA das Tabebuias
9:30 – Visita guiada no entorno da floresta Paludosa de Tabebuias
12;00 – Pausa para almoço (não ofertado)
14:00 – Visita guiada às áreas em processo de restauração das restingas
16:00 - Retorno
Endereço do encontro: Av. Salvador Allende, entre as estações de BRT Tapebuias e Catedral do Recreio, Rio de Janeiro, RJ
Campus Fiocruz
Mata Atlântica
Data: 15/7/2025
Horário: 9:00h - 15:30h
Mediadores: Gabriela Oda (Bióloga, Dra. em Ciências Ambientais e Florestais), Jailton Paes Costa (Biólogo, identificador botânico), Renata Carrione (Engenheira Florestal).
A Fiocruz possui o Campus Fiocruz Mata Atlântica (CFMA), localizado no setor 1 da antiga Colônia Juliano Moreira, bairro de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Nesse campus há o Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica (PDCFMA) desde 2007, vinculado à vice-presidência Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz. O Campus possui uma área de 500ha da qual 347ha são de Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica) em diversos estágios de desenvolvimento, onde foi instaurada a Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica(EFMA), através da Portaria da Presidência número 522/2016-PR, em vigor a partir do dia 23 de maio de 2016.
A EFMA está localizada na zona de amortecimento e abrange parte da área do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) conforme o mapa abaixo. Segundo Passos et al (2020) o PEPB foi fundado em 1974, e estende-se por cerca de 12.500ha, sendoum dos maiores parques urbanos do mundo. Um dos objetivos do PDCFMA é fomentar a cadeia da restauração ecológica através da marcação de matrizes florestais e coleta de sementes florestais com qualidade genética para a produção de mudas a serem utilizadas nos projetos de restauração ecológica da FMA no Rio de Janeiro, capacitando e gerando renda no território.
Andrea Vanini, possui graduação em Ciências Biológicas (1996) pela Universidade Federal de Uberlândia e doutorado em Biologia Vegetal (2009) pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Tecnologista em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desde 2014, e integro a equipe do Programa de Desenvolvimento do Campus Fiocruz Mata Atlântica desde 2009, coordenando projetos de conservação, fitossociologia, florística, marcação de matrizes, coleta de sementes, produção de mudas e restauração ecológica na Fiocruz Mata Atlântica e outras áreas contíguas na Floresta Pedra Branca. Coordena o Escritório de Conservação, Gestão e Restauração Ecológica da Fiocruz Mata Atlântica com projetos utilizando a bioeconomia e a cadeia de restauração ecológica para geração de renda no território.
Objetivo: Fazer com que os participantes vivenciem diversas etapas da cadeia da restauração oferecidas pela FMA para o território (marcação de matrizes, coleta de sementes, produção de mudas, plantios, monitoramento da flora e fauna e capacitações). Serão apresentados na prática os processos sucessionais da restauração ecológica, com visitas a plantios com menos de um ano, outro com mais de dez anos e por fim uma visita a uma parcela permanente de monitoramento da biodiversidade representando uma floresta madura.
Programação:
9:00 – Receptivo no Horto–Escola da FMA
9:30 – Visita à duas áreas em processo de restauração distintos, parcelas permanentes para monitoramento da biodiversidade e matrizal
12:00 – Almoço ofertado pela FMA
13:30 – Visita ao laboratório de sementes (troca de saberes sobre beneficiamento de sementes e experimentos de germinação) e ao viveiro de mudas florestais nativas.
15:30 - Retorno
Endereço do encontro: R. Sampaio Corrêa, s/n - Taquara - RJ
Reserva Ecológica do Guapiaçu (REGUA)
Data: 15/7/2025
Horário: 7:00h-17:00h
Mediadores: Nicholas Locke (proprietário da RPPN REGUA) e Aline Damasceno (Engenheira Florestal e Mestra em Ciências Ambientais e Florestais)
A REGUA é um dos principais exemplo de restauração em propriedade privada do Brasil. Atualmente compreende 5 RPPNs, que somam 730 hectares de áreas destinadas à conservação da natureza e à manutenção da biodiversidade na bacia do rio Guapiaçu. Conta com o plantio de mudas nativas, viveiro, monitoramento florestal, e reintrodução de fauna. Durante a saída de campo, Nicholas Locke irá apresentar algumas dessas iniciativas.
Nicholas Locke, nascido na Inglaterra, veio ao Brasil cuidar da propriedade de sua família. Em 2001, junto com a esposa Raquel, idealizou e fundou a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA) para conservar o remanescente florestal da propriedade. A partir de 2003 começou a alavancar recursos no exterior para aquisição de terras para garantir a sua proteção e reflorestar as áreas degradadas para aumentar a área protegida, buscando parcerias com o Poder Público e as comunidades do entorno. Através da criação de RPPNs, a ONG REGUA constitui um legado ambiental para o município de Cachoeiras de Macacu.
Objetivo: Visitação guiada pela Reserva Ecológica de Guapiaçu, uma das principais RPPNs que promove projetos de restauração ecológica em propriedade privada do Brasil. Atualmente, compreendendo cerca de 8 mil hectares de áreas destinadas à conservação da natureza e à manutenção da biodiversidade na bacia do rio Guapiaçu. Conta com o plantio de mudas nativas, viveiro, monitoramento florestal e reintrodução de fauna, sobretudo a Anta-brasileira (Tapirus terrestris). Durante a saída de campo, Nicholas Locke, proprietário da RPPN, e Aline Damasceno, engenheira florestal da REGUA, irão apresentar algumas dessas iniciativas.
Programação:
6:00 - Encontro em frente ao terminal rodoviário da PUC-Rio
7:00 - Saída da Van em direção à REGUA
9:00 - Chegada estimada na sede da REGUA
9:30 - Apresentação do histórico e projetos realizados na RPPN por Nicholas Locke
10:00 - Apresentação do viveiro de mudas florestais e do orquidário
11:00 - Visitação às áreas de Terras Baixas e alagadas
13:00 – Almoço no restaurante da Sandra (R$ 20 por pessoa)
14:00 – Visitação às áreas em processo de restauração ecológica promovidos pela REGUA
17:00 - Retorno estimado à PUC-Rio
Endereço do encontro: Terminal da PUC-Rio, próximo ao 251 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ (saída da Van) e Sede da Reserva Ecológica de Guapiaçu, Guapiaçu, Cachoeiras de Macacu - RJ (chegada no local)
*Vagas limitadas: 20 pessoas
- Transporte: R$ 50 por pessoa.
- Alimentação (coffee break e almoço): R$ 40 por pessoa.
Para realizar o pagamento referente à saída de campo;